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quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

POUCAS E BOAS 1

1) “Al-Suavited, a equipe tunisiana de vôlei, da cidade de Sfax, faz sua estreia no mundial de clubes, o campeão africano. Vamos à formação inicial: número 12, o grandalhão Oande; o 7, Reternud, atacante de ponta; o outro ponta, 6 Pangst, o polonês; o oposto Subed, com a número 11; Brolium, com a 16, outro gigante e o levantador Ebils, com 2; aí o líbero, Bumshe, com a 15. O técnico Hobions.”

Sabe quando temos que digitar algumas letras para validar nossos comentários em alguns blogs? Então, todos os nomes em destaque foram colhidos desses aplicativos. Pode-se inventar bastante coisa com eles.

2) Meia-noite e meia, por aí, a gente estava lá em casa esperando passar Two and a Half Men, no SBT. De repente, surge um programa de joguinhos onde você, telespectador, participa pelo telefone (preço de uma ligação de celular para São José do Rio Preto).

- Pô, será que vai ficar nessa?
- Não pode ser, deve ser rapidinho, e daqui a pouco passa o seriado.

Atrás da bela moça, que não parava de falar um segundo, havia um painel com cheio de círculos e neles estavam escritos valores que variavam de R$ 100,00 a R$ 1.000,00. A mocinha anunciou que ficaria na nossa companhia a madrugada inteira.

- E o tema de hoje é: animais com a letra C.

Embasbacados com a dificuldade do desafio, em menos de 10 segundos conseguimos dizer uns 15 animais começados com a letra C. Quem acertasse o animal que estivesse no painel ganhava a quantia discriminada E começaram os telefonemas: cavalo, 100 Reais; coelho, 300; cachorro, 200. Percebemos que quanto mais comum o bicho menos o seu valor, é lei da Zooeconomia. O de mil Reais poderia ser o quê? Caranguejo, coala, catatua, castor... Capivara, talvez, o mais nacional e o menos lembrado!

Depois dos três animais vieram as dificuldades da galera que ligava. Uma campainha de telefone de repartição estourava a cada chamada. Camelo, 400 pratas. Aí, a coisa ficou difícil para a população. Uns ligavam e nem sabiam do que se tratava o joguinho, mas a bela e palradora modelo, pacientemente, explicava tudo de novo. Apostavam em coiote, curió, nos animais já escolhidos. Canguru, estranhamente, não constava na lista. Eu juro, pensei em ligar para lá quando dobraram os valores no painel.

- Vamos ligar para essa parada. – eu sugeri. Dois barão nisso já paga os alugueres de janeiro e fevereiro, e o Seu Jorge vai ficar felizão.

- E podemos até comprar outro bujão de gás, um porta galão de água, duas garrafas de Jack Daniels e demais cervejas.

- Podes crer.

Mas...

- Alou quem está na linha?
- Gilberrrto.
- Então, qual o seu palpite?
- Palpite de quê, meu?
- Um animal com a letra C, dê uma olhada no nosso painel...
- Letra C?
- Isso...
- É.. Porrrrco.
- Porco? (buzininha explodindo, errado!) Não, não tem aqui (a modelo não segurou muito bem a gargalhada, mas conseguiu manter a linha). Porco começa com a letra P. Próximo participante!

Nós não conseguíamos ficar nas cadeiras. É difícil rir tanto no mesmo lugar, paradão. O outro participante já estava na linha, mas a mulher também não se agüentava e soltava umas gargalhadas fingindo que ria somente pela simpatia que sua profissão lhe obriga.

Em fim, perdemos o dinheiro e o seriado. O sono chegava, fui para o meu quarto.

Petrópolis, 15 de dezembro de 2010.